SENSIBILIDADES ALIMENTARES

Na prática clínica, de forma bem frequente, temos muitas pessoas que apresentam sinais e sintomas que nos fazem associar aos sinais e sintomas apresentados por indivíduos com algum tipo de sensibilidade alimentar.

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Esses sinais e sintomas são:

– Dor abdominal (68%)

– Diarreia (33%)

– Náusea

 

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– Perda de massa magra

– Flatulência, gases

– Problemas cutâneos (40%) (eritema, eczema)

– Dor de cabeça (35%)

– Dor articular (11%)

– Dor muscular (34%)

– Cansaço crônico (33%)

– Anemia (20%)

– Distúrbios de atenção

– Depressão (22%)

– Hiperatividade

– Periodontite (excelente marcador de alteração de microbiota intestinal)

Esses sinais podem estar associados ao quadro de SIBO ou Disbiose.

E uma das sensibilidades mais importantes que nos leva a esse quadro é SENSIBILIDADE AO GLÚTEN.

Como avaliar essa sensibilidade ao glúten ?

Quando nosso organismo detecta um substrato PROTEÍCO ESTRANHO NO ESTOMAGO, nosso organismo produz histamina pelas células do estomago levando a uma hiperativação das glândulas Oxíntica. E isso, por sua vez, leva a uma maior produção de ácido clorídrico (HCl).

Com isso o individuo apresenta Pirose (queimação) no esôfago e outros sinais.

Essa ativação da glândula Oxintica por Histamina promove uma produção três vezes maior de ácido clorídrico.

E essa alteração de pH no estomago pode levar a outros desequilíbrios no organismo!

O que precisamos entender é se essa reação acontece devido a presença do glúten/trigo ou com o que vem junto com o trigo?

Para isso vamos entender o que é o glúten no Brasil!

No Brasil nós temos limites tolerados de micotoxinas em derivados de trigo que podem estar causando alergias e sensibilidades alimentares e que muitas pessoas estão relacionando ao glúten, à gliadina.

Vejam…

RDC – n. 7/2011 (trechos)

Ministério da Saúde – MS Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA

RESOLUÇÃO DE DIRETORIA COLEGIADA – RDC Nº 07, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2011 (*)

(Publicada em DOU nº 37, de 22 de fevereiro de 2011)

 RESOLUÇÃO – RDC – N. 7, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2011. – DISPÕE SOBRE LIMITES MÁXIMOS TOLERADOS (LMT) PARA MICOTOXINAS EM ALIMENTOS.

Art. 1º Fica aprovado o Regulamento Técnico sobre limites máximos tolerados (LMT) para micotoxinas em alimentos, nos termos desta Resolução.

Art. 2º Este Regulamento possui o objetivo de estabelecer os limites máximos para aflatoxinas (AFB1+AFB2+AFG1+AFG2 e AFM1), ocratoxina A (OTA), desoxinivalenol (DON), fumonisinas (FB1 + FB2), patulina (PAT) e zearalenona (ZON) admissíveis em alimentos prontos para oferta ao consumidor e em matérias- primas, conforme os Anexos I, II, III e IV desta Resolução.

Art. 3º Este Regulamento aplica-se às empresas que importem, produzam, distribuam e comercializem as seguintes categorias de bebidas, alimentos e matérias primas:

I – amendoim e seus derivados;

II – alimentos à base de cereais para alimentação infantil (lactentes e crianças de primeira infância);

III – café torrado (moído ou em grão) e solúvel;

IV – cereais e produtos de cereais;

V – especiarias;

VI – frutas secas e desidratadas;

VII – nozes e castanhas;

VIII – amêndoas de cacau e seus derivados;

IX – suco de maçã e polpa de maçã;

X – suco de uva e polpa de uva;

XI – vinho e seus derivados;

XII – fórmulas infantis para lactentes e fórmulas infantis de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância;

XIII – leite e produtos lácteos, e

XIV – leguminosas e seus derivados

É importante perceber que no Brasil há um limite tolerado muito alto de micotoxinas como podemos observar abaixo:

 

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RESOLUÇÃO – RDC – N. 7, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2011. – DISPÕE SOBRE LIMITES MÁXIMOS TOLERADOS (LMT) PARA MICOTOXINAS EM ALIMENTOS.

ANEXO II – Aplicação em janeiro de 2012

LIMITES MÁXIMOS TOLERADOS (LMT) PARA MICOTOXINAS

 

MICOTOXINAS ALIMENTO LMT (ug/kg)
Desoxinivalenol Trigo integral, trigo para quibe, farelo de trigo, farelo de arroz, grão de  cevada 2000
Farinha d e trigo, massas, crackers, biscoito de água e sal, e produtos de panificação, cereais e produtos de cereais exceto trigo e incluindo cevada malteada 1750
Fumonisinas (B1+B2) Farinha de milho, creme de milho, fubá, flocos, canjica, canjiquinha 2500
Amido de milho e outros produtos à base de milho 2000
Zearalenona Farinha de trigo, massas, crackers e produtos de panificação, cereais e produtos de cereais exceto trigo e incluindo cevada malteada 200
Arroz beneficiado e derivados 200
Arroz integral 800
Farelo de arroz 1000
Milho de pipoca, canjiquinha, canjica, produtos e subprodutos à base de milho 300

ANEXO III – Aplicação em janeiro de 2014 (Prazo prorrogado até 1º de janeiro de 2017, pela Resolução – RDC nº 59, de 26 de dezembro de 2013)

LIMITES MÁXIMOS TOLERADOS (LMT) PARA MCOTOXINAS

MICOTOXINAS ALIMENTO LMT (ug/kg)
Ocratoxina A Cereais para posterior processamento, incluindo grão de cevada 20
Desoxinivalenol (DON) Trigo e milho em grãos para posterior processamento 3000
Trigo integral, trigo para quibe, farinha de trigo integral, farelo de trigo, farelo de arroz, grão de cevada 1500
Farinha de trigo, massas, crackers, biscoitos de água e sal, e produtos de panificação, cereais e produtos de cereais exceto trigo e incluindo cevada malteada. 1250
Fumonisinas (B1 + B2) Milho em grão para posterior processamento 5000

 O que podemos observar é que a DESOXINIVALENOL (DON), é uma micotoxina que promove a disbiose, ou seja, causa uma inflamação subclínica do intestino.

Então uma exposição crônica a derivados de trigo contaminados com micotoxinas podem também estar causando a Disbiose, ou SIBO.

E o mais interessante é que a legislação brasileira TOLERA, por exemplo, 2.000 microgramas de DON por quilo de farinha.

E SERÁ QUE O PROBLEMA SÃO SÓ AS MICOTOXINAS ?

A Legislação RDC – 14 – 28/05/2014, dispõe sobre a tolerância de matérias estranhas em alimentos, aqui no Brasil, como podemos ver no anexo abaixo:

Grupos de alimentos Alimentos Matérias estranhas Limites de tolerância (máximo)
2. Farinhas, massas, produtos de panificação e outros produtos derivados de cereais Farinha de trigo Fragmentos de insetos indicativos de falhas das boas práticas (não considerados indicativos de risco) 75 em 50 g
Farinha de milho e fubá Fragmentos de insetos indicativos de falhas das boas práticas (não considerados indicativos de risco) 50 em 50 g
Alimentos derivados de farinhas, tais como massas alimentícias, biscoitos Fragmentos de insetos indicativos de falhas das boas práticas (não considerados indicativos de risco) 225 em 225 g

Por matéria estranha entende-se como fragmentos de insetos, que é tolerável porque existem falhas nas boas praticas de produção. E isso não é considerado um risco !!

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Com essa Legislação estamos aceitando um contagio/contaminação por fragmentos de insetos dentro de um limite de tolerância. Ou seja, se você estiver comendo farinha de trigo, saiba que é tolerado 75 fragmentos de insetos para cada 50 g de trigo.

Ou em alimentos derivados de farinha como, massas e biscoitos é permitido 225 fragmentos de insetos em cada 225 g de alimento derivado de farinha.

Isso mostra que houve uma falha no processamento e não é considerado um risco!

PASMEM !

Então talvez o problema não seja a exposição ao glúten ou as micotoxinas.

Talvez o problema seja a exposição a FRAGMENTOS PROTEÍCOS DE INSETOS que podem promover um estado inflamatório e até mesmo a ativação de anticorpos, devido a presença de fragmentos proteicos não digeríveis no trato gastro intestinal.

E essa sensibilidade pode ser uma das causas da disbiose.

Assim, o que devemos avaliar é:

Quem deve fazer restrição ao glúten?

O glúten/trigo não deve ser retirado de todo mundo.

Uma forma de se expor menos a esses FRAGMENTOS PROTEÍCOS DE INSETOS é escolher produtos integrais, naturais que não sejam feitos com essa matéria prima.

Uma opção são os produtos da empresa BACK FROST – O autêntico pão alemão, feitos com matéria prima naturais de excelente qualidade (com certificação pela IFS – Intenational Food Standard), fermentação natural, muito sabor e com um custo bem acessível.

Só para  todos saberem, na Alemanha a tolerância máxima de micotoxinas em alimentos é:

  1. Ocratoxina A: 3,0 ug/kg
  2. Desoxinivalenol (DON): 500 ug/kg
  3. Fumonisinas: 1.000 ug//kg
  4. Zearalenona: 50 ug/kg

E para a presença de matérias estranhas (fragmentos proteicos/insetos), na Alemanha,  a tolerância é ZERO.

Experimente !

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BACK FROST

www.backfrost.com.br

 

 

 

 

 

 

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