QUEM JÁ OUVIU FALAR DE ALERGIA ALIMENTAR ?? INTOLERÂNCIA AO GLÚTEN ?? E A LACTOSE ??

A alergia alimentar é uma denominação utilizada para as reações adversas aos alimentos (RAA) não tóxicas, que envolvem mecanismos imunológicos.

Na maior parte dos casos, os alérgenos alimentares são proteínas mal digeridas ou uma molécula ligada à proteína alimentar que é identificada como um corpo estranho.

Os alérgenos alimentares são aqueles que apresentam propriedades físico-químicas favoráveis para o desencadeamento do processo alérgico.

É fundamental o entendimento de que o organismo não reconhece o alimento diretamente, sem antes ser processado. Para isso acontecer, ele precisa passar por um processo de “extração” desses nutrientes. Se o alimento for mal digerido, passará a ser entendido pelo organismo como um “agressor”.

Temos os seguintes principais alimentos alergênicos:

São os que possuem proteínas de difícil digestão: leite de vaca, leite de cabra, soja, trigo (glúten), ovo (clara), amendoim, oleaginosas, peixes e frutos do mar, milho e cítricos em geral.

Outros fatores importantes que podem comprometer o processo digestivo e consequentemente desencadear reações alérgicas:

– Estresse: facilitador na instalação do processo alérgico alimentar.

– Produtos industrializados.

Hoje vamos falar um pouco sobre o GLÚTEN !!

 O que é o glúten ?

O glúten é a principal proteína presente no Trigo, Centeio, Cevada, e no Malte (subproduto da cevada), cereais amplamente utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas, assim como cosméticos e outros produtos.

Na verdade, o prejudicial e tóxico ao intestino do paciente intolerante ao glúten são “partes do glúten”, que recebem nomes diferentes para cada cereal. Vejamos :

– No Trigo é a Gliadina,

– na Cevada é a Hordeína,

– no Centeio é a Secalina.

 

O Malte, muito questionado, é um produto da fermentação da cevada, portanto apresenta também uma fração de glúten. Os produtos que contenham malte, xarope de malte ou extrato de malte não devem ser consumidos quando há restrições de glúten na dieta.

O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, e por isto uma dieta deve ser seguida à risca.

Alimentos que contém glúten

O glúten é encontrado em alimentos feitos com trigo, cevada, malte e centeio.

No Brasil é fácil identifica-los, pois todos os rótulos devem especificar se os alimentos contêm ou não glúten.

Atualmente existem ótimas receitas sem ter o glúten como ingrediente.

Em lojas e empórios naturais é possível encontrar várias farinhas, preparações de pães e bolos (pó ou prontos), cookies, granolas, farinhas prontas…

Fazendo substituições

Substituindo as Farinhas com Glúten

Geralmente usa-se uma combinação entre 3 ou mais farinhas.

As farinhas sem glúten são: amido de milho, o fubá, a fécula de batata, a farinha de arroz branco, farinha de arroz integral, o polvilho, a farinha de quinoa, de amaranto, de banana verde, de amêndoas, castanhas, amendoim, araruta, milho branco (acaçá), feijão (acarajé), trigo sarraceno, grão de bico.

Na prática clínica vejo que a  grande dificuldade em aderir à restrição do glúten é substituir o pão que está sempre tão presente no dia-a-dia de todos !!

Pensando em facilitar a vida dos clientes, elaborei um esquema bem prático para elaboração de pães sem glúten !!

Muito fácil e prático !!

Experimente !!

Boa semana !!

Grande abraço,

Isabella

 

PÃO SEM GLÚTEN

Modo de preparo:

  • Pré aqueça o forno a 180 graus e unte uma forma de pão de forma média. Reserve.
  • Misture todos os ingredientes secos em uma bacia, inclusive o fermento.
  • Misture o óleo, o ovo e a água e adicione na mistura seca. Pode ser utilizada a batedeira para obter uma massa lisa e homogênea, por cerca de 3 minutos.
  • O ponto da consistência da massa é muito importante !! Deve estar em ponto de massa de bolo, que quando levantamos a batadeira, esta deve cair. Se for necessário acrescente aos poucos um pouco mais de água.
  • Acrescente o complemento (vegetais, sementes…). Distribua a massa na assadeira e deixe descansar por 15-20 minutos, em local quente e úmido, coberto com um pano. Após o crescimento, leve para assar em forno pré aquecido, a 220 graus, por 25 – 30 minutos.

Deixe esfriar coberto por um pano.

 

Ingredientes Tipo Quantidade (g) Medida Caseira
Farinhas S/G   250 g 2 xícaras
Líquidos * água   200 ml 1 xícara
Fermento biol. seco   15 g 1 pacotinho
Sal   6 g 1 colher de chá
Açucar   3 g 1 colher de café
Óleo vegetal   30 ml 4 colheres sopa
Ovos **   50 g 1 unidade
Complementos

(20 % da quantidade de farinha)

   

50 – 80 g

Abobrinha ralada ou cenoura ralada ou mandioquinha ou sementes, etc…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *